Postado em 19 de Agosto de 2026 ás 17:50

Advogada morre após ser baleada enquanto passeava com cachorro em Maceió
A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, assassinada a tiros enquanto passeava com o cachorro no Benedito Bentes, em Maceió, era descrita por amigos como uma pessoa tranquila, estudiosa e ligada à igreja. Ela atuava principalmente na área previdenciária, tinha planos acadêmicos e havia comprado recentemente um apartamento.
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Em entrevista ao g1, um amigo de Ana que preferiu não ser identificado contou que a conhecia havia mais de dez anos e mantinha contato frequente com ela.
“Ela era a pessoa mais pacifista que eu já vi. Super tranquila. Ela tinha um nível de controle muito bom”, contou.
Ana foi morta na terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim. Segundo a Polícia Civil, dois homens chegaram em uma motocicleta e o garupa desceu e atirou contra a advogada. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital Geral do Estado (HGE).
A polícia investiga se a advogada foi confundida com a companheira de um traficante da região, que tem características físicas semelhantes. A polícia também apura outras hipóteses para o crime. Ninguém foi preso.
Formada em Direito, Ana Walesca trabalhava principalmente com processos previdenciários. O amigo também afirmou que a advogada era dedicada aos estudos e havia participado recentemente de uma seleção para o mestrado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Embora não tenha sido aprovada, ela desenvolveu um trabalho relacionado ao sistema prisional e à presença da população negra nas prisões.
“Ela sempre foi muito estudiosa, muito estudiosa mesmo [...] Ela fez um trabalho muito interessante sobre o sistema prisional e sobre a presença da população negra nesse contexto. Era uma questão com a qual ela se preocupava muito”, resumiu o amigo.
Rotina, fé e atividades físicas
Advogada morre após ser baleada enquanto passeava com cachorro em Maceió.
Arquivo pessoal
A religião também fazia parte da rotina de Ana. De acordo com o amigo, ela frequentava a igreja com regularidade e tinha uma relação muito forte com a fé.
Nos momentos de lazer, gostava especialmente de sair para tomar café. O amigo contou que os encontros muitas vezes aconteciam em padarias e cafeterias. Ana também gostava de caminhar e praticar atividades físicas. Os dois chegaram a frequentar juntos uma academia neste ano.
O amigo soube da morte de Ana pelas redes sociais. “Quando vi a foto dela, meus olhos pararam. Eu pensei que era alguma homenagem. Quando li a matéria, foi um choque gigantesco”, afirmou.
Ele disse ainda desconhecer qualquer conflito ou ameaça envolvendo Ana e afirmou que a forma violenta como ela morreu contrasta com a personalidade que conheceu durante mais de uma década de amizade. “Ela era uma ótima amiga. Escutava super bem e tinha um coração muito bom”, disse.
Linhas de investigação
Ana Walesca, de 34 anos, havia comprado um apartamento e planejava mestrado.
Arquivo pessoal
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com diferentes linhas de investigação. Uma delas considera que Ana possa ter sido confundida com a companheira de um traficante da região.
A polícia também verifica se o assassinato pode ter relação com o fato de a vítima ser filha de um policial civil ou com a atuação profissional dela como advogada. A hipótese de latrocínio também é apurada, embora, segundo a investigação, nenhum pertence tenha sido levado.
De acordo com a Polícia Civil, não havia registro recente de ameaças contra Ana Walesca. Familiares e pessoas próximas começaram a ser ouvidos, e os celulares da advogada serão periciados em busca de informações que possam ajudar a esclarecer a motivação do crime.