
Clássico do cinema brasileiro segue atravessando gerações e inspirando novas narrativas
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Mais de duas décadas após o lançamento, o filme “Deus é Brasileiro”, um dos marcos do audiovisual nacional, completa 23 anos e segue presente na memória cultural do país. Lançado em 2003, o longa retrata, com humor e sensibilidade, paisagens, personagens e modos de vida do Nordeste.
Dirigido pelo cineasta alagoano Cacá Diegues, o filme se consolidou como uma obra que dialoga com o cotidiano nordestino ao reunir crítica social, leveza e uma narrativa que atravessa gerações. Na história, Deus, interpretado por Antônio Fagundes, decide tirar férias e percorre o sertão em busca de um substituto, ao lado de Taoca, personagem de Wagner Moura.
De Cacá Diegues, filme 'Deus ainda é brasileiro' começa a ser gravado em Alagoas em novembro
Durante a jornada, o público é conduzido por cenários que vão do sertão às pequenas cidades, destacando a diversidade cultural da região, a religiosidade popular, o humor e a força do povo nordestino.
Além do impacto cultural, o longa também teve papel importante na projeção de talentos do cinema nacional. A atuação de Wagner Moura, por exemplo, foi um dos primeiros grandes momentos de sua trajetória artística.
Novo filme foi gravado em Alagoas
Deus, interpretado por Antônio Fagundes, em 'Deus Ainda é Brasileiro'
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Mais de duas décadas depois, o universo do filme ganha novos caminhos com “Deus Ainda é Brasileiro”, produção que dialoga com o Brasil contemporâneo. O longa foi rodado em Alagoas, conta com patrocínio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), e tem estreia prevista para 2 de julho de 2026.
A obra é considerada o último filme de Cacá Diegues, que morreu em 2025, e reforça a ligação do cineasta com suas origens, além de evidenciar o potencial de Alagoas como cenário e território de produção audiovisual.
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Com roteiro inspirado no conto “O Santo que Não Acreditava em Deus”, de João Ubaldo Ribeiro, e desenvolvido em parceria com nomes como João Emanuel Carneiro e Renata de Almeida, o novo filme apresenta Deus em uma nova jornada, agora diante dos desafios do Brasil atual.
“Prefiro dizer que ‘Deus Ainda é Brasileiro’ se trata de um spin-off, pois é um filme saído daqueles personagens, daquelas situações, mas não é uma continuação. Esse filme aborda um outro momento da nossa história, em que Deus retorna ao Brasil para tentar recuperar a esperança na humanidade. Eu costumo dizer que esse filme é uma comédia cívica, por causa do seu tom patriótico”, afirmou o cineasta em entrevista à época.