Postado em 15 de Janeiro de 2026 ás 17:26

Foragido chefe de facção em Alagoas planejava fuga para o Paraguai, diz polícia
A Polícia Civil de Alagoas informou que Givaldo Barbosa de França, conhecido como “Quinzinho”, preso nesta quarta-feira (14) no Paraná, planejava deixar o país e fugir para o Paraguai. A informação foi confirmada pelo delegado Thales Araújo, diretor de Inteligência Policial da Polícia Civil de Alagoas.
O suspeito, de 44 anos, estava entre os mais procurados da Justiça alagoana e possui condenações definitivas que somam mais de 40 anos de prisão, sem possibilidade de recurso.
Ele responde por crimes como tráfico de drogas, uso de objeto para fabricação de entorpecentes, roubo e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Momento em que a polícia em Alagoas conduz Quinzinho
Polícia Civil de Alagoas
Segundo a investigação, após iniciar a fuga em 2023, o suspeito passou pelo Rio de Janeiro, onde teria se refugiado no Morro do Alemão, em contato com integrantes do alto comando do crime organizado.
Quizinho: polícia prende um dos criminosos mais perigosos de Alagoas
Em seguida, seguiu para o interior de São Paulo e, mais recentemente, buscava “um pouco mais de liberdade” no Paraguai, com o objetivo de escapar definitivamente da Justiça brasileira.
Ainda de acordo com Thales Araújo, mesmo à distância, Quinzinho mantinha influência ativa sobre a facção.
“Hoje, os meios de comunicação facilitam que o indivíduo continue mantendo sua rede de influências e seu império criminoso à distância”, afirmou.
As apurações apontam que a função de chefia exercida por ele estava ligada principalmente à logística e ao abastecimento do tráfico de drogas em Alagoas e em outros estados.
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“Expert na logística do crime”
Givaldo Barbosa de França, o Quinzinho
Reprodução/Ministério da Justiça
A polícia descreve o suspeito como um “expert na logística do crime”, responsável por garantir que a droga chegasse ao estado e fosse distribuída por diversas regiões, inclusive estados vizinhos.
Ainda conforme a Polícia Civil, Quinzinho exercia forte influência no bairro do Vergel do Lago e na região lagunar de Maceió, áreas consideradas estratégicas para a atuação da facção.
Após a prisão no Paraná, Quinzinho já foi transferido para Alagoas, onde permanecerá à disposição da Justiça.