Postado em 04 de Novembro de 2026 ás 17:31

Homem é condenado a 67 anos por estuprar e matar mulher em caminhada em Arapiraca
Anderson Gonçalves foi condenado a 67 anos e quatro meses de prisão por estuprar, matar e ocultar o corpo de Cícera Laura da Silva, encontrada morta no Bosque das Arapiracas, no Agreste de Alagoas. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (4), em Arapiraca.
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Cícera desapareceu após sair de casa para fazer uma caminhada. Dois dias depois, o corpo foi encontrado em uma área de mata, sem a parte de baixo das roupas e em estado de decomposição.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que Anderson levou a vítima para o bosque, por volta das 5h07, e deixou o local cerca de uma hora depois.
Polícia prendeu suspeito pelo assassinato na morte de Cícera Laura em Arapiraca
Reprodução
O condenado é natural do Rio Grande do Sul e reincidente no crime de estupro. Ele já havia cumprido pena por violência sexual e também por roubo no estado de origem. Durante o julgamento, Anderson confessou à defesa que matou Cícera.
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O Conselho de Sentença reconheceu os três crimes apontados pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL): feminicídio, estupro e ocultação de cadáver.
A promotora Viviane Farias sustentou que a vítima sofreu violência sexual antes de ser morta. Segundo a acusação, Cícera foi encontrada sem o short e a calcinha, em uma área de difícil acesso.
A defesa, representada pelo advogado Marcos Freire, tentou afastar as acusações de estupro e ocultação de cadáver.
O defensor argumentou que os exames periciais não comprovaram a violência sexual, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição.
Família encontrou imagens do crime
Vídeo mostra mulher sendo arrastada para a morte em bosque de Arapiraca
Durante o julgamento, os filhos de Cícera relataram que precisaram fazer buscas por conta própria após o desaparecimento da mãe.
Segundo Amanda, filha da vítima, a família procurou a polícia, mas foi informada de que seria necessário aguardar para registrar a ocorrência e iniciar as buscas.
Os familiares conseguiram imagens de câmeras de segurança que mostravam Anderson levando Cícera para a mata.
Com essas informações, acionaram o Corpo de Bombeiros, que encontrou o corpo.
"Minha mãe era tudo pra mim, todos que me conhecem sabem do nosso relacionamento. Minha mãe vivia pra família, a única coisa que ela fazia sozinha era a caminhada", disse Amanda.
A promotora Viviane Farias criticou a falta de assistência relatada pelos familiares e afirmou que as instituições responsáveis pelas buscas falharam no atendimento.
Testemunhas relataram importunação sexual
Cícera Laura da Silva, encontrada morta no Bosque das Arapiraca
Divulgação/Plid-AL
Duas mulheres ouvidas durante o julgamento afirmaram que já haviam sido abordadas por Anderson enquanto faziam caminhadas na região.
Uma delas, Vilma Almeida, contou que, cerca de um mês antes da morte de Cícera, o acusado deu um tapa em suas nádegas e mostrou os órgãos genitais. A irmã dela, Maria Irani, confirmou o relato.
As testemunhas disseram que reconheceram Anderson após a divulgação de imagens dele nas redes sociais.
Durante a acusação, a promotora Viviane Farias afirmou que os relatos reforçavam a suspeita de violência sexual contra Cícera.
"Quando uma mulher morre, todas nós morremos um pouco", declarou a promotora durante o julgamento.
Imagens de câmera de segurança flagraram momento em que Cícera Laura foi vista pela última vez
Reprodução