Quatro fazendas em AL eram usadas em esquema de mineração ilegal de criptomoedas, diz PC

Postado em 12 de Janeiro de 2026 ás 10:27

Equipamentos utilizados no crime em fazendas de Alagoas
Ascom/PCAL
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou, na sexta-feira (09), um esquema ilegal de criptmoedas e mineração ilegal em quatro fazendas na zona rural do município de Porto Real do Colégio, na Região Sul do estado.
Segundo a PCAL, o esquema gerou prejuízo mensal estimado em R$ 155 mil em energia furtada, totalizando cerca de R$ 750 mil em apenas cinco meses de operação ilegal.
A polícia também detalhou que o desvio de energia é um elemento central nesse tipo de exploração criminosa que, nesse caso, estima a PC, consumia cerca de 200 mil kWh. equivalente ao consumo moderado de cerca de mil residências.
Ambiente onde a mineração ilegal de criptomoedas era realizado em fazenda de Alagoas
Ascom/PCAL
De acordo com a PCAL, durante a ação foram localizados e apreendidos diversos equipamentos tecnológicos de alta performance, utilizados especificamente para a atividade conhecida como “mineração de criptomoedas”, que consiste na resolução e validação de complexas equações matemáticas, cujo resultado são moedas digitais de alto valor comercial.
As investigações apontaram que a estrutura montada utilizava furto de energia elétrica em larga escala, por meio de ligações diretas e ilegais à rede de distribuição, além de bombeamento irregular de água do Rio São Francisco para manter o funcionamento contínuo das máquinas.
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“As estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos. O consumo ilegal de energia era de tamanho vulto que causava instabilidade e picos de energia nos arredores, provocando a queima de aparelhos eletrodomésticos e prejuízos significativos à população inocente”, diz a PC.
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