PM é baleado na cabeça por policial de folga após discussão em Água Preta

Postado em 17 de Agosto de 2026 ás 08:10

Secretaria de Defesa Social (SDS) fica no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife
Reprodução/TV Globo
Um policial militar foi baleado na cabeça após uma discussão em uma ocorrência de som alto em Água Preta, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A vítima foi identificada por Mateus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, natural de Maceió (AL). O autor dos disparos foi outro PM, que estava de folga, e acabou se envolvendo numa discussão com o colega.
Por meio de nota enviada à imprensa, a Polícia Civil disse que o policial Nykollas Matheus de Lima Santos, apontado como autor dos disparos, ainda não foi localizado e também não se apresentou na corporação após o ocorrido. O motivo que levou a discussão não foi informado até a última atualização desta reportagem.
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Mateus chegou a ser socorrido para um hospital local e depois precisou ser transferido para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Sergundo a unidade hospitalar, o estado de saúde de Mateus é considerado grave.
Ainda conforme o comunicado emitido pela Polícia Civil, a corporação informou que:
Polícia Militar instaurará um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar rigorosamente as circunstâncias do fato;
A Polícia Civil de Pernambuco também investiga o caso, registrado como tentativa de homicídio. Um inquérito policial foi instaurado pela corporação para esclarecer a dinâmica e as circunstâncias do crime.
A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social também iniciou uma investigação preliminar para coletar os “subsídios necessários à instauração de processo administrativo, objetivando analisar, sob o aspecto ético-disciplinar, a conduta do militar indicado como responsável pelos disparos”.
Defesa do policial se pronunciou

A defesa do soldado da Polícia Militar Nykollas Matheus de Lima Santos, suspeito de atirar contra o também policial militar Canabarro, afirmou que o militar agiu em legítima defesa durante uma troca de tiros em Água Preta.
Em nota enviada ao g1 nesta terça-feira (18), a Albuquerque Sociedade Individual de Advocacia, responsável pela defesa, disse que não há, até o momento, prova sobre quem iniciou os disparos. Segundo o texto, o próprio Comando da Polícia Militar de Pernambuco reconheceu, em Despacho Decisório, que “nenhuma das testemunhas presenciais afirmou quem iniciou os disparos”.
Ainda de acordo com os advogados, testemunhas relataram que Canabarro teria sacado a arma antes e, mesmo após receber ordem do comandante da guarnição para guardá-la e entrar na viatura, teria desobedecido. A defesa afirma que o policial questionou se estava sendo “desconsiderado” pelo superior e avançou em direção a Nykollas.
Sobre a situação do soldado Nykollas, a defesa negou que ele esteja foragido e afirmou que o militar deixou o local por “autopreservação”, diante do risco à própria vida. Segundo os advogados, ele e a defesa entraram em contato com a Polícia Civil e com a Diretoria de Polícia Judiciária Militar para que sua apresentação ocorra “de forma segura e dentro da legalidade”. A defesa também informou que Nykollas é “tecnicamente primário e possui ficha funcional limpa” e que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
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