Protesto em avenida no Mutange, em Maceió, cobra mais segurança

Postado em 23 de Outubro de 2020 ás 09:11
Com a Av. Major Cícero de Góes Monteiro bloqueada, eles se queixavam dos constantes furtos em imóveis no Mutange e no Bom Parto. Via foi liberada às 10h40. Moradores do Bom Parto protestam por falta de segurança
Moradores do Bom Parto e do Mutange, em Maceió, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (23) contra a falta de segurança na região, que resulta em invasões e furtos a residências nas áreas afetadas por rachaduras no solo. Eles bloquearam os dois sentidos da Avenida Major Cícero de Góes Monteiro.
O protesto teve início por volta de 8h e foi encerrado às 10h40, com a liberação da via. Os manifestantes utilizaram pneus, galhos e móveis velhos para bloquear a avenida. A Polícia Militar foi acionada ao local e conseguiu negociar a liberação da via com os manifestantes.
"Está um absurdo. Eu sou do Mutange e tive que sair da minha casa, vim para o Bom Parto e aqui está pior. Não tem segurança, todo dia tem assalto. Essa semana roubaram os cabos e fiação e ficamos sem energia durante a noite", disse o morador José Paulo da Silva.
A PM informou, por meio de nota, que a comunidade da Gruta do Padre e região fazem parte da área de cobertura do 4º Batalhão de Polícia Militar. O policiamento é realizado de dia e de noite pelas guarnições de serviço ordinário da unidade, com reforço do Programa Força Tarefa e outros Batalhões Especializados.
A Polícia Militar disse também que reforça que caso a população verifique algum crime ou atividade suspeita, denuncie pelo 181. E em caso de crimes em andamento, a polícia pode ser acionada pelo 190.
Os manifestantes cobravam uma resposta da Braskem, empresa responsável pela extração de sal-gema, atividade apontada como a causa para as rachaduras, sobre as indenizações às famílias afetadas pelo problema e também cobram mais apoio na segurança da região.
Por meio de nota, a empresa informou que mantém desde dezembro de 2019 um programa voluntário de indenizações que prevê pagamento de indenizações a proprietários de cada imóvel atingido pelas rachaduras. Quem entender que o valor oferecido é inferior ao que vale a sua propriedade, pode judicializar o caso.
Sobre a insegurança na região, a Braskem ressaltou que "vem desenvolvendo ações nos bairros que incluem vigilância patrimonial, instalação de câmeras, alarmes e uma Central de Monitoramento, instalação de muros de proteção nas áreas já desocupadas, tamponamento dos imóveis vazios, controle de pragas, limpeza e remoção de entulho, e acolhimento dos animais".
Também por meio de nota, a po
Leia abaixo a íntegra da nota da Braskem
Desde o último mês de dezembro, proprietários, inquilinos e comerciantes com imóveis localizados na área de desocupação definida pela Defesa Civil de Maceió são atendidos pelo Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF), incluído no acordo firmado entre ministérios públicos Federal e Estadual, defensorias públicas da União e de Alagoas, e a Braskem. Na semana passada, o PCF alcançou a marca de 2 mil propostas apresentadas aos moradores, com mais de 1.800 delas já aceitas e as demais, em análise pelas famílias. Apenas 3 propostas foram recusadas. A cada mês, o PCF está conseguindo somar mais 450 propostas apresentadas aos moradores. Até o momento, o Programa já pagou mais de R$ 200 milhões entre auxílios financeiros e compensações financeiras aos moradores dos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto. A evolução desses números é acompanhada de perto pelas autoridades. A empresa também está em contato direto e permanente com as lideranças comunitárias dos quatro bairros afetados pelo fenômeno geológico, com quem todas as informações são compartilhadas.
Além disso, a Braskem vem desenvolvendo ações nos bairros que incluem vigilância patrimonial, instalação de câmeras, alarmes e uma Central de Monitoramento, instalação de muros de proteção nas áreas já desocupadas, tamponamento dos imóveis vazios, controle de pragas, limpeza e remoção de entulho, e acolhimento dos animais. A Braskem respeita o direito de manifestação pacífica e reitera que sua prioridade é garantir a segurança e o bem-estar dos moradores dos bairros.
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