Elefante-marinho é encontrado morto em Jequiá da Praia; Biota suspeita que animal seja "Leôncio"

Postado em 01 de Abril de 2026 ás 06:48

Elefante-marinho é batizado de Leôncio, após enquete do Instituto Biota
Reprodução/TV Asa Branca Alagoas
Um elefante-marinho foi encontrado morto na tarde de terça-feira (31), no povoado Lagoa Azeda, localizado em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas. O Instituto Biota acredita que o animal seja “Leôncio”, o elefante-marinho que, desde 11 de março, apareceu no litoral alagoano e estava sendo monitorado pelo órgão.
De acordo com o Instituto Biota, Leôncio foi visto pela última vez na sexta-feira, 27 de março, no município e, depois disso, não foi mais reavistado. Por conta disso, o Biota suspeita que Leôncio e o elefante-marinho encontrado morto sejam o mesmo animal.
Uma equipe do Biota foi até o local para recuperar o corpo e descobrir o que causou a morte do elefante-marinho, que estava em estado avançado de decomposição. Um exame de necropsia deve ser realizado nesta quarta-feira (1º).
Turista ilustre
Elefante-marinho é avistado novamente no litoral de Alagoas
Desde o início de março, quando apareceu na Barra de Santo Antônio, um elefante-marinho-do-sul jovem, com cerca de dois metros, tornou-se um visitante ilustre para quem visitava a orla alagoana.
Percorrendo as praias do estado, o animal foi “batizado” após uma enquete realizada pelo Instituto Biota nas redes sociais. Com o nome de Leôncio, a escolha desbancou outras opções divertidas, como “Elefôncio”, “Soneca” e “Tonho”.
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Por onde passou, acabou conquistando o coração dos alagoanos e dos turistas que estavam no estado. É o caso de Angela Daneluce, natural de Birigui, no interior de São Paulo.
“Foi um momento bem inusitado, porque nós moramos no interior de São Paulo, em Birigui, que fica longe da praia. Então, quando viemos para Maceió e ficamos sabendo desse elefante-marinho, para nós foi um atrativo bem bacana. Por isso, viemos aqui, neste local tão maravilhoso, ver o elefante-marinho”, explicou Angela.
Cuidados
Elefante-marinho emite som de alerta ao se sentir ameaçado; especialistas reforçam a importância de manter distância e evitar interação.
Cortesia
Apesar de ter se tornado uma atração, o Instituto Biota reforça medidas de segurança que devem ser adotadas para a proteção do animal e dos curiosos. As pessoas não devem tocar, alimentar ou se aproximar do animal silvestre. A aproximação pode gerar multa de até R$ 5 mil.
O diretor-presidente do Biota, Bruno Stefanis, reforça que, além do limite físico, a presença de drones tem incomodado o animal, que está realizando a troca de pele e pelos.
“As normas são legislações estadual e federal que estabelecem esses limites de aproximação com o animal, justamente para garantir a tranquilidade e assegurar que ele descanse e economize energia para que, ao concluir a troca de pele, tenha energia suficiente para voltar ao local de origem”, explicou Stefanis.
O diretor-presidente explicou que o animal é isolado em um raio de 30 metros e que, quando a maré encher, ele deve se aproximar ainda mais da via. Por isso, a população deve ter cuidado com possíveis zoonoses.
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