Postado em 20 de Fevereiro de 2026 ás 16:04

Escolas de Samba: Agremiações estão nos últimos ajustes para apresentação em Maceió
As escolas de samba de Maceió estão nos ajustes finais para os desfiles que acontecem nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, a partir das 19h, na orla da Ponta Verde, em frente ao Palato Praia. Entre as agremiações que se preparam para cruzar a avenida, a Gaviões da Pajuçara chega ao seu 25º desfile reafirmando tradição e resistência.
Fundada em 22 de maio de 2000, a Gaviões da Pajuçara nasceu a partir do bloco Bonecos da Cidade e da ousadia de um apaixonado pelo Carnaval. O presidente da escola, Hilton Lopes, conhecido como Mestre Prego, relembra o momento que deu início à agremiação.
“Foi um desafio mostrar que eu entendia de samba. A mesma equipe do bloco de bonecos eu passei para a escola de samba, e aí surgiu o nome Escola de Samba Gaviões da Pajuçara”, contou à Tv Asa Branca Alagoas.
Títulos e tradição na avenida
Presidente da Gaviões da Pajuçara, Hilton Lopes, conhecido como Mestre Prego.
Tv Asa Branca Alagoas/Reprodução
Ao longo da trajetória, a escola conquistou seis títulos de campeã alagoana e acumulou diversos vice-campeonatos. Tradicionalmente, a Gaviões desfila com quatro carros alegóricos e cerca de quinze alas, cada uma reunindo aproximadamente 40 integrantes de diferentes idades.
Neste ano, porém, o desfile será marcado pela superação. Segundo Mestre Prego, a escola enfrenta limitações financeiras, mas mantém o compromisso com o espetáculo.
“Queria colocar a escola máxima, como a Gaviões sempre fez, mas infelizmente as condições financeiras não chegaram até a gente. Mesmo assim estamos trabalhando, dá para fazer um pouco, e com certeza a Gaviões será um sucesso de novo”, afirmou.
A escola será a última a passar pela Rua Fechada, na Ponta Verde, no domingo (1º), com entrada prevista para as 23h.
‘Aquarela Brasileira’ como enredo
Carnavalesco Carlos Rodrigues, responsável pela criação artística da escola há cinco anos.
Tv Asa Branca Alagoas/Reprodução
O tema deste ano é uma releitura do samba “Aquarela Brasileira”, da escola carioca Império Serrano. O enredo propõe exaltar a pluralidade cultural do país e também as riquezas de Alagoas.
“É um samba que conta a pluralidade, exalta tantas qualidades do Brasil e também do nosso estado, que é tão rico de cultura”, explicou o carnavalesco Carlos Rodrigues, responsável pela criação artística da escola há cinco anos.
Ele desenvolve os desenhos e os transforma em fantasias, figurinos e alegorias que ganham vida na avenida.
Carlos mantém uma ligação antiga com a Gaviões. Desfila desde criança, já integrou alas, foi destaque e, desde 2012, também atua como mestre-sala.
“É uma alegria muito grande poder contribuir com essa comunidade, com essa agremiação. Eu falo que a Gaviões me formou como artista”, declarou.
Muitas mãos por trás do espetáculo
Costureira Marli dos Santos
Tv Asa Branca Alagoas/Reprodução
Nos bastidores, dezenas de pessoas trabalham para que o desfile aconteça. A costureira Marli dos Santos confecciona 20 vestidos da ala das baianas. “São muitos babados, muitos enfeites, mas é uma coisa que eu gosto. Estou acostumada a fazer”, disse.
Com dez anos de experiência no Rio de Janeiro, Marli já trabalhou para a tradicional escola de samba Portela, também na ala das baianas.
“Na Portela eu trabalhei sempre na ala das baianas, que é o que eu gosto, é a paixão que eu tenho de confeccionar essas roupas. São trabalhosas, sim, mas são gratificantes”, contou.
Escola de samba Gaviões da Pajuçara
Tv Asa Branca Alagoas/Reprodução