Produtor de abacaxi assassinado em pizzaria no TO teve morte encomendada por fazendeiro rival, diz delegado

Postado em 10 de Março de 2026 ás 09:09

Polícia prende suspeitos de matar produtor rural e cumpre mandados de busca em Miranorte
A Polícia Civil do Tocantins realizou, na manhã desta terça-feira (10), uma operação para cumprir mandados de prisão contra os envolvidos no assassinato do empresário José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, conhecido como “Geraldo do Abacaxi”. Segundo as investigações, o crime foi encomendado por um fazendeiro rival, que atuava no mesmo ramo de produção de abacaxis e era concorrente direto da vítima.
O crime ocorreu no dia 7 de setembro de 2024, em uma pizzaria no centro de Miranorte, na região central do estado. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos contra o produtor rural, que morreu no local. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
PERFIL: Quem é o produtor de abacaxi que teve a morte encomendada por fazendeiro rival no TO
Quatro pessoas foram presas nesta terça-feira: o suposto mandante e três suspeitos de serem intermediários. Durante a operação, dois homens apontados pela polícia como pistoleiros foram localizados em Maceió (AL) e morreram em confronto com a polícia.
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O suposto mandante do crime é Roberto Coelho de Sousa. Ele foi abordado pela TV Anhanguera após a prisão, em Miranorte (TO), mas não quis gravar entrevista. A defesa dele afirmou que "não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão" (veja nota completa abaixo).
"A investigação ainda está evoluindo. Agora com as prisões temporárias pelo prazo de 30 dias, vai ser aprofundada a motivação, mas o que já foi levantado é que eram empresários rivais no âmbito da produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais entre ambos", explicou o delegado Afonso Lira.
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Arquivo pessoal/Família de José Geraldo
Motivação e prisões
De acordo com a polícia, além da rivalidade comercial, o mandante possuía problemas pessoais com José Geraldo, o que o levou a planejar o homicídio. Quem são os alvos:
Mandante: Preso em Miranorte.
Intermediários: Três homens responsáveis por contratar os pistoleiros; dois foram capturados em Miranorte e um no Rio de Janeiro.
Executores: Dois pistoleiros foram localizados em Maceió (AL). Durante a tentativa de prisão, eles reagiram, entraram em confronto com as equipes policiais e acabaram morrendo. Nenhum policial ficou ferido.
Durante a operação também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.
Momento em que criminosos invadiram pizzaria e mataram empresário
PCTO/Divulgação
O delegado Heliomar dos Santos Silva, responsável pela investigação, revelou que o crime foi meticulosamente planejado. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte do empresário foi realizado de forma fracionada, por meio de diversos depósitos nas contas dos executores.
A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais de um dos executores, e ao apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal.
As investigações prosseguem para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos na dinâmica do crime.
Íntegra da nota de Roberto Colheo de Sousa
A defesa de Roberto Coelho de Sousa, por meio de seus advogados regularmente constituídos, vem a público prestar esclarecimentos acerca da reportagem recentemente divulgada sobre a prisão de seu constituinte.
Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão.
Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal.
Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento.
Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo.
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