Professor é condenado a 7 anos por comparar aluno a chimpanzé em Maceió

Postado em 02 de Setembro de 2026 ás 15:19

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Um professor, que não teve o nome divulgado, foi condenado a sete anos e três meses de prisão por injúria racial e corrupção de menores após comparar um aluno negro, de 13 anos, a um chimpanzé durante uma aula em uma escola particular de Maceió. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) divulgou a decisão nesta quarta-feira (2).
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Além da pena de prisão, o professor foi condenado a pagar R$ 15 mil de indenização à vítima. O caso aconteceu em 12 de fevereiro deste ano, em uma escola no bairro do Benedito Bentes.
O crime na sala de aula
Caderno com imagem de chimpanzé levado por aluno à sala de aula em Maceió
Reprodução
Conforme a denúncia, durante uma aula para o 8º ano, um aluno mostrou um caderno com a foto de um chimpanzé na capa. Ao ser questionado com quem o animal se parecia, o professor apontou para a vítima, provocando risadas entre os outros alunos.
Outros estudantes que estavam na sala confirmaram, durante a investigação, a atitude do professor. Eles também relataram que a vítima ficou visivelmente triste com a situação.
Em procedimento disciplinar aberto pela própria escola, o professor reconheceu que apontou para o estudante, mas negou ter tido intenção racista.
O adolescente contou em depoimento que ficou abalado e continuou sendo alvo de chacotas nos dias seguintes. Segundo o relato, ele passou a resistir a voltar à escola e só retornou depois de saber que o docente havia sido afastado.
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Por que corrupção de menores?
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O Ministério Público explicou que a acusação de corrupção de menores ocorreu porque a ofensa foi feita diante de outros estudantes, que acabaram participando da situação.
Para os promotores responsáveis pelo caso, a condição do acusado como professor tornou a conduta ainda mais grave, já que ele tinha o dever de orientar e proteger os alunos.
“A escola não pode ser espaço de reprodução ou naturalização do racismo. Professores e demais profissionais da educação têm responsabilidade fundamental na construção de um ambiente seguro, respeitoso e livre de discriminação”, afirmou o promotor Ricardo Libório.
Durante o processo, o MPAL também pediu uma medida para impedir que o professor exercesse atividades de docência ou outras funções com contato direto com crianças e adolescentes.
Demissão
Racismo em sala de aula de colégio de Maceió.
Reprodução
O Colégio Fantástico informou que repudia todo e qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito, e disse que entre as medidas adotadas estão o afastamento do professor de matemática, que não integra mais o quadro de colaboradores da instituição.
Na nota, o colégio disse também que o Conselho Tutelar de Maceió acompanha o caso, e que está à disposição para colaborar com os esclarecimentos e providências necessárias.
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