Deputados discutem anulação do concurso da Polícia Militar de Alagoas

Postado em 21 de Setembro de 2021 ás 15:21

Parlamentares concordam sobre punição de responsáveis, mas não chegam a acordo sobre anulação de todas as etapas do certame. Estado aguarda a decisão final da Justiça sobre o caso. Deputados estaduais de Alagoas discute em plenário anulação do concurso da PM/AL
Igor Pereira/Ascom ALE
Os deputados estaduais discutiram em plenário nesta terça-feira (21) a anulação do concurso público da Polícia Militar de Alagoas, que está suspenso para apuração de denúncias de fraude. Os parlamentares concordam que os suspeitos sejam identificados e punidos, mas sobre a anulação do concurso, eles se dividem entre os que defendem e os que são contra a medida.
O processo que pede a anulação do concurso segue em tramitação na 31ª Vara Cível da Capital. A última atualização foi a suspensão temporária do certame na quarta-feira (15). O governador Renan Filho (MDB) disse que o Estado aguarda a decisão final da Justiça sobre o caso.
No plenário, o deputado Francisco Tenório (PMN) cobrou investigação e punição aos responsáveis. O parlamentar apelou para que o governo não anule o concurso, alegando que muitos candidatos que foram aprovados na primeira etapa já estão na idade limite para ingressar na PM-AL. “Espero que essa suspensão seja para apurar os fatos, que o resultado dela seja amplamente divulgado e os infratores sejam punidos”.
Francisco Tenório pediu que o Ministério Público e a polícia identifiquem os suspeitos de fraude, mas que o concurso seja mantido para que candidatos que foram aprovados na primeira etapa sem fraudes não sejam prejudicados.
“Muitas pessoas fizeram essa prova depois de anos de estudo, passaram no concurso e estão no limite de idade. Peço que esse concurso não seja anulado”, disse o deputado.
Segundo edital do concurso, para ingressar na corporação é requisito básico "ter idade mínima de 18 anos completos na data de matrícula no Curso de Formação e máxima de 30 anos completos até a data limite para inscrição no concurso público".
Para o deputado Cabo Bebeto (PTC), a anulação de todas as etapas do concurso, incluindo as provas, vai prejudicar quem foi aprovado sem utilizar nenhum tipo de fraude. “A maioria não foi aprovada e quer anulação do concurso, mas não seria justo com quem estudou”, disse.
O deputado Davi Maia (DEM), por outro lado, defende a anulação do certame. “Esse concurso está eivado de irregularidades. Foi por isso que houve uma decisão judicial e que várias pessoas se posicionaram nesse sentido". O deputado disse ainda que é difícil "separar o joio do trigo”.
Durante inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Cidade Universitária, em Maceió, nessa segunda (20), o governador falou que a situação só vai ser definida após decisão final da Justiça.
"Nós estamos aguardando a finalização das investigações para tomar uma decisão. Óbvio que agora decisão não vai será só do governo porque o problema está judicializado. A decisão será da Justiça e do governo do estado. Eu espero que a gente encontre um caminho para fazer Justiça, que não permita fraude no concurso e que garanta que as pessoas que tenham condições de fazer a prova sejam aprovadas, se tiverem conhecimento. Ou se a fraude não tiver tido amplitude, a gente siga ainda com o concurso, mas isso não vai ser decidido pelo governador. Está judicializado. E eu espero que nos próximos dias a gente conclua a investigação para tomar uma decisão ampla", disse Renan Filho.
Suspensão do concurso até decisão final da justiça
Justiça determina suspensão do concurso da Polícia Militar de Alagoas
Assista aos vídeos mais recentes do G1 AL
Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
OUÇA AO VIVO
-