Postado em 12 de Fevereiro de 2026 ás 07:06

Corpo de jovem trans é encontrado decapitado em Coqueiro Seco, em Alagoas
O corpo de uma jovem trans que estava desaparecida foi encontrado, na quarta-feira (11), no município de Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió. Durante as buscas realizadas por familiares e amigos, o pai da jovem encontrou a cabeça dela. A Polícia Civil investiga o caso.
De acordo com informações apuradas pela TV Asa Branca Alagoas, a vítima foi identificada como Jhonata Amaro da Silva, tinha 19 anos e utilizava o nome social "Manu". Ela estava desaparecida desde o último sábado (7).
A jovem não tinha passagem pela polícia e o assassinato pode ter relação com o tráfico de drogas, de acordo com a polícia.
Horas após encontrarem a cabeça, o corpo de Manu foi localizado pelos bombeiros em uma ribanceira de aproximadamente 200 metros, na Fazenda das Flores, localizada no município. Ele foi entregue ao Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil informou que durante a perícia do corpo, foram identificadas pelo menos seis lesões de arma de fogo, sendo cinco na cabeça e uma no tórax. No local do crime não foram encontrados estojos de munição, nem a arma de fogo.
Jovem trans é assassinada em Coqueiro Seco, em Alagoas
Reprodução/TV Asa Branca Alagoas
A Perícia Oficial apreendeu uma faca próxima à cabeça da vítima, que pode ter sido utilizada na decapitação. O objeto passará por análises técnicas.
A TV Asa Branca Alagoas apurou ainda que após o achado do corpo, um suspeitou chegou a se apresentar à polícia, prestou depoimento e foi liberado. Até a publicação dessa reportagem, ninguém foi preso.
O Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos da População LGBTQIA+ de Alagoas repudiou o crime e disse que "o caso provoca indignação, dor e consternação".
O conselho reiterou que cobra das autoridades uma investigação rigorosa, célere e transparente para responsabilizar os culpados.
Quem era
Manu era estudante e ex-integrante da quadrilha junina Brilho Lunar. Nas redes sociais, uma publicação foi feita em homenagem à ela, lamentando a morte e reforçando a alegria da vítima.
"Sua presença iluminava nossos ensaios, nossas apresentações e, principalmente, nossas vidas. Manu não foi apenas parte da Brilho Lunar - foi brilho, foi afeto, foi alegria compartilhada em cada passo, em cada sorriso, em cada momento vivido ao nosso lado", disse um trecho da postagem.
Manu era ex-integrante da quadrilha junina Brilho Lunar, de Coqueiro Seco
Reprodução/Redes sociais
Outros crimes
Em 25 de janeiro desse ano, uma outra mulher trans foi assassinada em Alagoas. Bianca Costureira, como era conhecida, tinha 50 anos e foi morta a facadas na Travessa Boa Vista, no município de Porto Calvo, interior de Alagoas.
Ela foi assassinada com 25 facadas. O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso em Maceió, capital alagoana, em 3 de fevereiro. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por cíumes.
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