Postado em 31 de Agosto de 2026 ás 17:32

Renan Calheiros (MDB)
Reprodução/TV Ponta Verde
O candidato à reeleição ao Senado por Alagoas, Renan Calheiros (MDB), criticou a gestão do ex-prefeito de Maceió e candidato ao governo, JHC (PSDB), e defendeu mudanças no Bolsa Família para que beneficiários não percam imediatamente o auxílio ao conseguir emprego com carteira assinada.
As declarações foram dadas nesta segunda-feira (31), durante sabatina da TV Ponta Verde.
📱Participe do canal do g1 Alagoas
A entrevista faz parte de uma série de sabatinas da TV Ponta Verde com candidatos ao Senado por Alagoas. O próximo entrevistado será Arthur Lira (PP), nesta terça-feira (1).
Renan também falou sobre saúde, educação, infraestrutura, violência contra a mulher e geração de renda. Segundo ele, caso seja reeleito, pretende continuar atuando para ampliar investimentos federais no estado.
Críticas a JHC
Durante a entrevista, Renan foi questionado sobre uma declaração anterior em que teria classificado JHC como um bom administrador. O senador afirmou que mudou de avaliação após analisar dados da gestão municipal.
Agora no g1
Ele citou os recursos recebidos pela Prefeitura de Maceió no acordo com a Braskem e por meio de empréstimos e criticou os investimentos feitos pela administração municipal.
Renan também mencionou a compra do Hospital da Cidade, por R$ 266 milhões, e afirmou que a aquisição de uma unidade que já estava em funcionamento não ampliou a quantidade de leitos disponíveis na capital.
“Quando você tem acesso às informações, não dá para continuar achando que ele foi um bom prefeito, um bom administrador”, afirmou.
Bolsa Família
Renan defendeu mudanças no Bolsa Família para permitir uma transição entre o benefício e o emprego formal.
Segundo o candidato, uma pessoa que consegue trabalho com carteira assinada não necessariamente deixa de precisar imediatamente da transferência de renda.
“Eu acho que o Bolsa Família precisa ser aprimorado para compatibilizar o programa social com o emprego, com a carteira assinada”, disse.
O senador também defendeu políticas de valorização do salário mínimo e afirmou que programas sociais continuam importantes para Alagoas diante da renda da população.
Violência contra a mulher
Questionado sobre os casos de feminicídio e violência doméstica, Renan afirmou que pretende defender o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres.
O candidato lembrou a aprovação da Lei Maria da Penha e da inclusão do feminicídio na legislação penal durante períodos em que presidiu o Senado.
Renan também disse que sua coligação entrou com um pedido de inelegibilidade contra um candidato de Alagoas que, segundo ele, tem histórico de agressão contra mulher. O nome não foi citado durante a entrevista. “Isso não pode acontecer. Em mulher você não pode bater nem com uma flor”, afirmou.
Saúde
Na área da saúde, Renan defendeu a continuidade da regionalização dos serviços para reduzir a necessidade de moradores do interior viajarem até Maceió para conseguir atendimento especializado.
Ele citou hospitais construídos e entregues durante as gestões de Renan Filho e Paulo Dantas e afirmou que pretende trabalhar pela ampliação do financiamento federal para o setor.
Renan também criticou a cobertura da saúde municipal em Maceió e afirmou que a capital precisa ampliar os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Infraestrutura
Renan afirmou que pretende continuar buscando recursos para obras de infraestrutura em Alagoas.
Entre os projetos citados estão a duplicação da BR-316, no trecho entre Maceió e Atalaia, além de obras nas BRs 101 e 104.
Segundo o candidato, a atuação no Senado será voltada à garantia de recursos federais para obras rodoviárias e projetos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Educação
Na educação, Renan defendeu a ampliação do ensino profissionalizante e a inclusão de conteúdos relacionados a empreendedorismo, economia, cidadania e política na formação dos estudantes.
O candidato também citou a expansão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e dos institutos federais para municípios do interior.
Segundo ele, a oferta de novos cursos deve aproximar a formação dos estudantes das demandas do mercado de trabalho.