Vítima de estupro em Maceió relata como foi abordada por homem que cometeu o crime

Postado em 01 de Dezembro de 2020 ás 20:36
Ela seguia para o trabalho na manhã de domingo (29) quando foi ameaçada pelo criminoso e conduzida até um terreno baldio, em Jaraguá. Desde janeiro, mais de 500 mulheres foram vítimas de estupro em Alagoas. Mulher é estuprada em plena luz do dia em Jaraguá
Uma mulher foi estuprada na manhã de domingo (29) no bairro de Jaraguá, em Maceió. Ela seguia para o trabalho quando foi abordada por um homem não identificado e levada até um terreno baldio onde ele cometeu o crime.
"Ele veio assim de repente por trás e ficou agarrado em mim que nem um casal, né? Disse que não fizesse nenhum gesto, nem gritasse , não demonstrasse nada, só caminhasse. Pensava que ele iria só roubar o meu celular, os meus documentos e ir embora mas ele ainda pediu pra tirar a roupa e foi daí que começou tudo", relatou a vítima.
Imagens de uma câmera de segurança mostram a mulher sendo conduzida pelo estuprador. Ela disse que tentou alertar um motorista que passava no local, fazendo sinais com uma das mãos, mas ele não percebeu.
A vítima disse que foi ameaçada várias vezes enquanto o homem a violentava. Depois de duas tentativas conseguiu escapar correndo.
"Na primeira vez eu fugi e aí ele me pegou. Aí na segunda, como ele já estava com a calça abaixada, eu baixei mais ainda a calça dele pra quando na hora que eu fosse correr não tentasse me pegar de novo. Aí foi nessa hora que eu consegui escapar e saí seminua correndo na rua pra pedir ajuda", contou a mulher.
Ela registrou Boletim de Ocorrência e prestou depoimento na Delegacia da Mulher que já começou a investigar o caso para identificar o estuprador.
Segundo a Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), 512 mulheres foram vítimas de estupro em 2020 em Alagoas.
Um outro levantamento, feito pela Polícia Civil, mostra que 198 casos de estupro foram registrados em Maceió desde o início do ano. Em 2019, o número total de casos foi 274.
A assistente social do RAVVS disse que muitas mulheres vítimas de violência sexual não denunciam esse tipo de crime por vergonha. E reforçou que a Rede de Atenção existe para dar suporte completo às vítimas.
"A vítima dá entrada na unidade de saúde e ela vai passar por um atendimento multiprofissional. Essa vítima tem o direito de acompanhamento de até 6 meses após a violência e todo atendimento clínico e psicossocial além de ser direcionada para os serviços da Rede para o atendimento integral", explicou a assistente social Amanda Baltazar.
A RAVVS tem atendimento 24h através do número 3315-1393. A vítima também pode entrar em contato através do Disque Denúncia 190, da polícia. As unidades de saúde referência no estado são o Hospital da Mulher e o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, o Hospital Daniel Hoully, em Arapiraca, e o Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo.
Veja os vídeos mais recentes do G1 Alagoas
Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
OUÇA AO VIVO
-