Doença que afeta influenciador Lito fez alagoana perder memória em pouco tempo: 'Foi um luto em vida'

Postado em 31 de Agosto de 2026 ás 10:55

Patrícia Rocha antes e depois de ser atingida pela doença rara e degenerativa Creutzfeldt-Jakob
Arquivo Pessoal
A empresária Patrícia Rocha, de 58 anos, recebeu em março de 2026 um laudo sugestivo de doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade rara e degenerativa, a mesma que foi diagnosticada no influenciador Lito. Os primeiros sintomas começaram a aparecer em meados de 2025.
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Dona de uma padaria em Capela, na Zona da Mata de Alagoas, Patrícia passou a esquecer o nome dos pães, não reconhecer clientes antigos e evitar o atendimento ao público, alegando estar estressada.
🔎A doença de Creutzfeldt-Jakob é neurodegenerativa, tem evolução rápida e não possui cura. Estima-se que afete uma a duas pessoas a cada milhão.
A filha de Patrícia, a advogada Erika Lins, de 34 anos, contou ao g1 ue a família passou a viver o que define como um “luto com a mãe ainda em vida”.
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“Foi muito difícil, porque foi tudo muito rápido. Primeiro eram coisas que poderiam até parecer pequenas, mas, aos poucos, fomos percebendo que estávamos perdendo características dela como sempre a conhecemos. É um sentimento muito difícil de explicar, porque a pessoa que você ama está ali, mas vai perdendo a autonomia, as lembranças, a capacidade de se comunicar e tantas coisas que faziam parte de quem ela era”, afirma Erika.
Em setembro de 2025, uma neurologista em Maceió alertou que o quadro avançava rapidamente e recomendou que a família procurasse atendimento especializado fora de Alagoas. Patrícia foi levada para Curitiba, onde chegou a ser internada durante três dias para um tratamento experimental contra encefalite. Não houve resposta positiva.
Os médicos investigavam possibilidades como encefalite, demência frontotemporal, uma forma agressiva de Alzheimer, e a própria doença de Creutzfeldt-Jakob.
Patrícia apresenta confusão mental
Entre outubro e novembro de 2025, Patrícia perdeu a percepção de fome e sede, deixou de compreender a utilidade de objetos cotidianos, como o celular, e passou a apresentar episódios de confusão mental. Também começou a arrumar e desarrumar malas diariamente porque acreditava que precisava voltar para Alagoas.
De volta ao estado, o quadro continuou avançando. Em março de 2026, Patrícia desmaiou no aeroporto e precisou ser hospitalizada. Permaneceu internada até o fim de abril, com períodos na UTI e ajustes nas medicações.
A investigação para o diagnóstico sugestivo da doença incluiu exames como PET scan e análise do líquor, o líquido que circula ao redor do cérebro e da medula espinhal e pode ajudar na identificação de doenças do sistema nervoso.
Hoje, Patrícia recebe cuidados paliativos e vive em uma estrutura adaptada na chácara de um familiar, em Maceió. Antes da doença, pesava entre 70 kg e 78 kg; atualmente, está com 45 kg. Segundo Erika, a mãe não reconhece mais os familiares, apresenta movimentos involuntários e precisa de ajuda para se alimentar.
Para custear os cuidados, familiares e amigos passaram a contribuir com a família. Uma campanha de arrecadação também foi criada.
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