PF faz operação contra fraudes milionárias na Caixa Econômica em Maceió e outras duas cidades de AL

Postado em 25 de Fevereiro de 2026 ás 08:57

Operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra fraudes na Caixa em Alagoas
Divulgação/PF
Uma operação integrada, realizada nesta quarta-feira (25), cumpre mandados de prisão, além de busca e apreensão, com objetivo de desarticular uma organização criminosa que realiza fraudes milionárias contra a Caixa Econômica Federal em Alagoas.
De acordo com a Polícia Federal (PF), 32 mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão preventiva, sequestro de bens, afastamento cautelar de função pública e quebra de sigilo telemáticos são cumpridos em Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde.
Com os alvos de busca e apreensão, os policiais apreenderam armas de fogo, veículos de luxo, balança de precisão e equipamentos eletrônicos. Até a publicação dessa reportagem não há informação sobre alvos de mandados de prisão capturados.
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De acordo com as investigações, a organização criminosa é especializa em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, atuando por meio de criação de empresas de fachadas e "laranjas".
A PF relatou ainda que o grupo é liderado por empresários da região, com participação direta de um gerente da Caixa Econômica Federal.
O homem, que não teve o nome divulgado, é suspeito de utilizar documentos falsos e empresas inexistentes para conseguir empréstimos bancários. Os recursos obtidos seriam rapidamente transferidos para contas pessoais dos chefes das organizações ou de empresas ligadas a eles.
Além das fraudes de crédito, a polícia informou também que o esquema contava com a contratação de apólices de seguro de vida em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade, que morriam em circunstâncias suspeitas após a formalização dos contratos. Há indícios de mortes de moradores de rua por afogamento.
Armas apreendidas durante operação em combate a fraudes contra a Caixa Econômica em Alagoas
Divulgação/PF
Os investigados devem ser indiciados pelos crimes de lavagem de capitais, estelionato majorado, falsidade ideológica, organização criminosa e obtenção de financiamento mediante fraude em instituição financeira. As penas, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
A Polícia Federal ressalta que as fraudes contra instituições bancárias federais comprometem a integridade do Sistema Financeiro Nacional e desviam recursos que deveriam ser destinados ao fomento econômico e ao atendimento social da população.
Os casos que apontam as mortes suspeitas de pessoas em vulnerabilidade e dos titulares de seguro de vida com beneficiários investigados serão repassados aos órgãos policias competentes.
Além da PF, participaram da ação a Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) e a Polícia Penal de Alagoas (PP-AL).
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