Três policiais e uma ex-policial são condenados pela morte de Davi da Silva quase 12 anos após o crime

Postado em 06 de Maio de 2026 ás 06:21

Três policiais e uma ex-policial são condenados pela morte de Davi da Silva, após abordagem policial no Benedito Bentes, em Maceió
Divulgação/MP-AL
Três policiais militares e uma ex-policial foram condenados pela morte, tortura e ocultação de cadáver de Davi da Silva, um jovem de 17 anos que desapareceu após uma abordagem no Benedito Bentes, em Maceió, em 2014.
Eles também foram condenados pela tortura de Raniel Victor, que estava com o Davi no momento da abordagem. A defesa dos réus informou que irá recorrer.
A decisão aconteceu quase 12 anos depois do crime, durante o segundo dia de júri no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, em Maceió.
Foram condenados a regime fechado, com qualificadoras de motivo fútil e tortura:
Eudecir Gomes de Lima: 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão;
Carlos Eduardo Ferreira dos Santos: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão;
Nayara Silva de Andrade: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão;
Victor Rafael Martins da Silva: 23 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.
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Como Eudecir, Carlos Eduardo e Victor Rafael são policiais, eles perderam o cargo. Nayara, por sua vez, estava exercendo o cargo de auditora do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ela também perdeu a função e está impedida de exercer qualquer cargo público.
Morte de Raniel
Raniel Victor Oliveira da Silva era amigo de Davi da Silva e foi a principal testemunha do desaparecimento do adolescente. Ele chegou a ser incluído no programa de proteção mas, em 24 de novembro de 2015, dois dias após deixar o programa, foi encontrado morto com dois tiros nas costas e marcas de pedradas no Benedito Bentes, aos 19 anos.
À época, a morte foi confirmada pelo advogado do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente - Zumbi dos Palmares (Cedeca), Pedro Montenegro.
A reportagem está sendo atualizada.
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