Caso Cláudia Pollyanne: Justiça torna réus donos de clínica investigados pela morte de esteticista

Postado em 07 de Abril de 2026 ás 18:52

Claudia Polllyanne
Arquivo pessoal
A Justiça de Alagoas recebeu denúncia do Ministério Público Estadual e tornou réus três investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida em uma comunidade terapêutica no município de Marechal Deodoro.
Passam a responder à ação penal Maurício Anchieta de Souza, Jéssica da Conceição Vilela e Soraya Pollyanne dos Santos Farias, tia da vítima. De acordo com a decisão judicial, há indícios de autoria e materialidade, com descrição das condutas atribuídas aos acusados.
Segundo a denúncia, Maurício Anchieta de Souza responde por homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de cárcere privado qualificado. Ele é apontado como responsável pelas agressões que teriam resultado na morte da esteticista.
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Jéssica da Conceição Vilela também responde por homicídio qualificado e cárcere privado qualificado. Conforme a acusação, ela teria participado das agressões e contribuído para a permanência da vítima no local.
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Já Soraya Pollyanne dos Santos Farias, tia da vítima, se tornou ré por cárcere privado qualificado. Segundo o Ministério Público, ela teria mantido Cláudia internada contra a vontade após o término do contrato, sem autorização legal.
De acordo com a denúncia, a esteticista teria sido submetida a agressões físicas e ao uso de medicamentos durante o período em que permaneceu na comunidade terapêutica. Testemunhas ouvidas na investigação relataram episódios de violência física e maus-tratos.
Ainda conforme o Ministério Público, Cláudia Pollyanne teria permanecido cerca de sete meses no local, período em que, segundo a acusação, não havia respaldo contratual ou autorização legal para a internação.
No dia da morte, a vítima teria sido novamente agredida. Segundo a investigação, foram identificadas múltiplas lesões no corpo e sinais compatíveis com asfixia.
Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela também são réus em outro processo, no qual respondem por crimes supostamente praticados contra internos da mesma unidade.
O processo segue agora para a fase de instrução, com a produção de provas e oitiva de testemunhas antes do julgamento.
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