
Elefante Marinho 'Leôncio' em Alagoas.
Instituto Biota
A Polícia Federal vai investigar a morte do elefante-marinho conhecido como “Leôncio”, encontrado no litoral sul de Alagoas. A apuração foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) após um laudo técnico apontar indícios de ação humana na morte do animal.
De acordo com despacho do procurador da República Lucas Horta, o exame de necropsia confirmou que houve crime. O laudo concluiu que o elefante-marinho sofreu politraumatismo grave por instrumento cortante, com lesões feitas ainda em vida.
A autoria do crime ainda é desconhecida. Por isso, o MPF pediu à Polícia Federal que abra um inquérito para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias da morte.
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Crime ambiental em área federal
Segundo o MPF, o caso pode ser enquadrado como crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, por matar espécime da fauna silvestre.
O crime é agravado por ter ocorrido dentro da Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Jequiá da Praia, uma unidade de conservação federal. Por essa razão, a investigação passa a ser de competência da Justiça Federal.
O MPF também solicitou a realização de diligências para auxiliar na identificação dos responsáveis. O prazo inicial para a conclusão das primeiras medidas pela Polícia Federal é de 90 dias.
Trajetória de Leôncio em Alagoas
Elefante-marinho é flagrado em praia do Litoral Norte de Alagoas
Reprodução/Instituto Biota
Desde o início de março, quando apareceu na Barra de Santo Antônio, o elefante-marinho-do-sul jovem com cerca de dois metros de comprimento tornou-se um visitante ilustre na orla alagoana.
Ao percorrer as praias do estado, o animal foi "batizado" por meio de uma enquete realizada pelo Instituto Biota nas redes sociais. O nome Leôncio desbancou outras opções sugeridas pelo público, como “Elefôncio”, “Soneca” e “Tonho”.
Por onde passou, o animal conquistou o coração de moradores e turistas. É o caso de Angela Daneluce, natural de Birigui, no interior de São Paulo.
“Foi um momento bem inusitado. Como moramos no interior de São Paulo, longe da praia, vir a Maceió e saber desse elefante-marinho foi um atrativo muito bacana. Viemos a este local maravilhoso especificamente para vê-lo”, explicou Angela na ocasião.
Instituto Biota explicou que elefante-marinho apresentava sinais de agressão